Itaberaba completa 140 Anos com resgate da Memória Cultural

A prefeitura de Itaberaba está programando uma grande festa para comemorar os 140 anos de emancipação político-administrativa de nossa cidade. O evento, que acontecerá entre os dias 23 e 26 de março, contará com uma estrutura especial para registrar esse momento singular de nossa história.

O palco da festa, a Praça Josenildo Miguel de Brito (Praça do Coqueiro), já está sendo preparado para abrigar um grande cenário que buscará representar as 14 décadas de vida política do município. O acesso ao local será por dois Portais que representarão a Pedra de ‘Itibiraba’ e os índios Maracás, fazendo a recepção do público.

Paralelo às celebrações dos 140 anos de Itaberaba, acontece também a 7ª Semana de Arte e Cultura que, a cada ano, resgata a nossa Memória do esquecimento que a velocidade dos dias de hoje acaba provocando. Uma estrutura especial está sendo criada para dar passagem à Festa e às Exposições sobre temas que nos tocam profundamente.

CIDADE CENOGRÁFICA

Uma cidade cenográfica está sendo montada para ilustrar a história de Itaberaba através dos elementos que compõem a nossa cultura. Muitos componentes serão mobilizados para contar essa história em diversas linguagens. Um grande painel, criado por grafiteiros da cidade, representará a história cultural de nosso município.

As culturas do Abacaxi, do Ouricuri e do Umbuzeiro serão retratadas em um ambiente vivo, simbolizando a luta e a resistência dessas culturas na região. Com destaque, a cultura da Mandioca será representada por uma Casa de Farinha com todos os seus equipamentos e insumos, nos moldes da agricultura de subsistência.

Serão apresentados, ainda, os processos que envolvem a produção familiar do tradicional (e delicioso!) Beiju de Goma de Tapioca. A Tapioca é uma iguaria tipicamente brasileira feita a partir da Mandioca. Herança culinária que veio dos povos indígenas, a tapioca saiu do Norte e Nordeste e hoje se popularizou em todo o Brasil. O nome Tapioca veio do tupi e significa “aglutinado”.

Os tipos humanos locais também serão retratados, como as figuras: do vaqueiro e das baianas que, vestidos com trajes típicos, farão parte da festa. Destes, destacamos o vaqueiro, que em seu cotidiano faz uso de indumentária própria feita de couro, composta por perneira (calça), gibão (dólmã ou jaqueta de couro, sobretudo), chapéu (de couro de abas largas dobradas no meio), peitoral (avental de couro), luvas e botas também de couro.

PÉ DE POESIA PEDE PASSAGEM

Uma exposição diferente registrará a memória poética de nosso povo. Trata-se do Pé de Poesia. Uma iniciativa da Secretaria de Cultura que irá expor, em árvores, os poemas selecionados em Concurso Público, direcionado a jovens do ensino básico da Rede Municipal.

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